quarta-feira, 30 de março de 2011

Crónicas

Pousa o copo de cerveja.

Lança um olhar rápido à televisão. Sobre as pernas tem um pequeno livro. Vejo que continua a nao descuirar a leitura. Sorrio a pensar nisso.

A mesa está coberta de imensos chocolates, papeis e cinzeiro.

Pergunta-me, então: "André, quando tiveres uma segunda casa fora de Portugal, como eu sei que vais ter, onde irá ser?"

Sorrio ao ouvir a segurança da afirmação.

Respondo-lhe que não sei. Talvez Escócia.

Entramos numa acesa conversa sobre vários países da Europa. Discutimos mais em detalhe onde realmente valeria a pena ter uma segunda casa.

E nessa casa, que já existe ainda antes de eu a ver, vejo um projecto. O dele e o meu. Passagem de testemunho.

Não sinto que tenha faltado nada na vida de Mr. van Aken. Fez, de tudo, um pouco. Oiço-lhe atentamente as palavras. Sábias, de quem já muito viveu.

Nunca me ouviu tocar, nem mesmo viu algum teste meu de Matemática. Mas sinto, dele, uma fé em mim.

Ele, que trabalhou entre a Realeza, descansa agora todos os dias. Para mim, ouvir as suas histórias é uma marca de vida. 

É mesmo aqui ao lado.

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